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Adolescente de 12 anos morre após tomar vacina de tétano e polícia investiga, em Campina da Lagoa

autor Publicado em 30 de Novembro de 2018

 

Adolescente de 12 anos morre após tomar vacina de tétano e polícia investiga, em Campina da Lagoa

 

A Polícia Civil de Campina da Lagoa instaurou um inquérito civil para investigar a morte de um adolescente de 12 anos supostamente após tomar vacina contra tétano no Hospital e Maternidade Nossa Senhora das Graças. 

A fatalidade aconteceu na terça-feira (27), mas a imprensa só tomou conhecimento do caso nesta quinta-feira (29). A morte foi relatada à polícia pela Secretaria Municipal de Saúde do município.

O delegado de Polícia Civil de Campina da Lagoa, Sérgio Antônio Brito informou ao jornal Tribuna do Interior que ainda não é possível afirmar a causa da morte. “Não podemos ser levianos a ponto de afirmar isso que a vacina provocou o óbito”, disse. 

O corpo do garoto foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Campo Mourão, onde passou por exames que devem identificar a causa da morte. “Estamos apurando também se houve algum tipo de erro no procedimento da equipe de enfermagem que atendeu este adolescente”, informou o delegado.

Brito comentou que foi apreendido um frasco com o restante da vacina que será encaminhado ao Laboratório Forense da Polícia Civil em Curitiba para análise. Segundo ele, este lote da vacina já acabou no município e esta era a última dose. “O restante da dose foi encaminhada para perícia para apurar se tem algum tipo de alteração ou contaminação”, frisou.

Conforme o delegado, o adolescente deu entrada primeiro no posto de saúde do município com um ferimento de prego no pé direito, mas como a vacina estava em falta na unidade ele foi encaminhado ao hospital, onde recebeu a dose. A suspeita é de que a vítima tenha sofrido uma reação logo depois de receber a dose da vacina antitetânica.

“A informação que temos é que quando a criança tomou a vacina logo começou a passar mal. Ela sofreu algumas paradas cardiorrespiratórias, o médico ainda tentou reanimá-la por cerca de 20 minutos, mas infelizmente a criança não reagiu”, comentou Brito, ao ressaltar que ainda é cedo para afirmar a causa da morte.

O delegado comentou que ouviu na quarta-feira (28) a auxiliar de enfermagem que atendeu o menino, além do dono e do gerente do hospital onde a criança foi atendida.

Ainda segundo ele, no depoimento a auxiliar de enfermagem relatou que ministrou a dosagem correta da vacina e garantiu que todo o atendimento foi feito conforme os procedimentos padrões para este tipo de caso.

 

Fonte: Tribuna do Interior

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