PARANÁ

Doméstica do Paraná foi mantida por 20 anos cárcere privado e trabalhava sem salário

autor Publicado em 25 de Junho de 2019

 

Doméstica do Paraná foi mantida por 20 anos cárcere privado e trabalhava sem salário

 

Uma mulher, de 63 anos, mantida em cárcere privado por pelo menos 20 anos em Vinhedo, interior de São Paulo, foi libertada pela Polícia Civil na noite desta segunda-feira, 24. Ela nasceu no município de Colorado, no norte do Paraná, de onde teria saído para trabalhar como doméstica em Campinas (SP). 

             

De acordo com as investigações, a família dela tinha aberto um Boletim de Ocorrência (BO) por desaparecimento. Ela foi encontrada em uma casa, onde a polícia fazia diligência para prender um casal suspeito de praticar estelionato.

            

 A vítima era mantida em situação análoga à escravidão e obrigada a cuidar da mãe da mulher presa, de 88 anos, sem receber nenhum salário ou benefício pela função. Os suspeitos retinham o documento da mulher e, após solicitação, foi entregue aos policiais na delegacia. 

             

A idosa vivia em dois cômodos sem acesso à rua e não tinha nenhum contato com o mundo externo. Ela foi do Paraná para o estado de São Paulo para trabalhar como empregada doméstica na residência do casal, primeiro em Campinas e depois em Vinhedo, mas nunca recebeu dinheiro por isso. A vítima também já foi agredida pelos criminosos.

             

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o casal usava uma conta aberta no nome da vítima de 63 anos para aplicar golpes em comércios no bairro Vila João XXIII, em Vinhedo. “Eles abriram a conta com a justificativa de pagar o salário dela, mas nunca pagaram e começaram a dar cheques em lojas para praticar o estelionato”, explicou a delegada Denise Margarido.

             

O casal foi preso e será indiciado por estelionato, tortura e cárcere privado. A idosa de 88 anos que era cuidada pela vítima de 63 anos estava muito debilitada e foi encaminhada para a Santa Casa de Vinhedo. Já a idosa que era mantida em cárcere privado foi levada para um abrigo municipal.

             

De acordo com a Polícia Civil, o casal e as idosas viviam em casas separadas, mas os suspeitos iam até a residência das mulheres todos os dias. A mulher tinha passagem por agressão na década de 1970 e o homem não tinha antecedentes criminais.

 

Fonte: Goionews

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