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Eliminatórias 2018 / Tite tem apenas três vagas abertas na Seleção para Copa da Rússia

autor Publicado em 04 de Outubro de 2017

 

Eliminatórias 2018 / Tite tem apenas três vagas abertas na Seleção para Copa da Rússia

 

Tite não pensa em fazer testes na Seleção Brasileira nas duas últimas rodadas das Eliminatórias da Copa 2018. Sua ideia é consolidar o time que considera titular, projetando o Mundial na Rússia no ano que vem. Contra a Bolívia, nesta quinta-feira em La Paz, vai de Thiago Silva na zaga – única mudança por opção tática – e Alex Sandro na lateral-esquerda, em função da ausência dos machucados Marcelo e Filipe Luiz. No jogo seguinte, contra o Chile, dia 10/10 no Allianz Parque, também não vai promover mudanças radicais. Até porque a seleção chilena ainda briga para ir à Copa e se o Brasil entrar com time reserva pode gerar desconfianças de outra seleções que vão chegar na última rodada em condições de se classificar para o Mundial.

“Não faço teste com atletas de alto nível. As oportunidades aparecem por momento técnico ou por lesão. Que é o caso do Alex Sandro. Eles precisam competir entre eles, mais têm que ser leais. Joguem muito e cabe a mim e a comissão decidir. É uma grande oportunidade. Se eu fosse o Alex Sandro ia dentro. É assim mesmo”, explica Tite.

Ao mesmo tempo que não encampa a ideia de fazer experiências com novos jogadores na Seleção, treinador admite que o grupo da Copa não está fechado. Vagas estão abertas. Não mais que três: uma na defesa, outra no meio-campo e uma última no ataque.

A maior dúvida é o quarto zagueiro da lista. Marquinhos, Thiago Silva e Miranda estão garantidos. Brigam pela vaga: Jermerson, Rodrigo Caio, David Luiz e Gil. Nas laterais, Daniel Alves, Marcelo, Filipe Luiz têm cadeira cativa. Fagner, Danilo (Manchester City), Alex Sandro e Jorge (Monaco) estão no radar. Quanto aos goleiros, Alisson (Roma), Ederson (Manchester City) e Cassio (Corinthians) têm a preferência do treinador.

No meio, Casemiro, Fernandinho, Paulinho, Renato Augusto, William e Philipe Coutinho estão certos. Correm para entrar no grupo: Arthur (Grêmio), Giuliano, Diego (Flamengo) – cortado dos jogos contra Bolívia e Chile por lesão – e Fred (Shakhtar Donestk).

E, no ataque, com Neymar e Gabriel Jesus, absolutos, e Firmino (Liverpool) com um pé na Copa, brigam para entrar: Diego Tardelli, Diego Souza (Sport), Douglas Costa (Juventus) e Taison.

“As ações falam por si. O fato de convocar quatro novatos mostra que estamos atentos e acompanhando todos nesses oito meses que restam até a Copa. É um tempo importante para consolidar, parar crescer, há esse espaço. É uma concorrência leal. Roubei esse termo ”competição” do Roger, meu ex-atleta e hoje técnico. É competir em lealdade para estar bem no seu clube e ser convocado”, disse Tite.

E emenda: “Temos sim A, B C. Mas tem casos como do Arthur. Fui assistir o Douglas no Girona (da Espanha), com Cleber e Sylvinho (auxiliares da comissão técnica). Ele se assustou. Mas foi um jogador que surgiu no Vasco e fazemos esses acompanhamentos. Tem um tempo grande. A oportunidade bate na porta, como aconteceu com o Arthur”.

Problema de Tite agora é o tempo. Nos oito meses que restam para a Copa do Mundo, Seleção terá no máximo três a quatro amistosos para se preparar. Seu trabalho vai ser de observação de jogadores e dos principais adversários do Brasil. Não é muito a sua praia.

“Tira meu sono pensar em Copa e não pensar no agora. Minha vida inteira foi pautada em pensar no próximo passo. Fazer o treinamento de bola parada me fascina. Como é bom ver esse nível de concentração em atletas de alto nível”, revelou o técnico na entrevista coletiva na Granja Comary, nesta terça-feira (03/10).

Enquanto aguarda os próximos passos, Tite continua inebriado com a reconstrução da Seleção Brasileira após a hecatombe dos 7 a 1 na Copa de 2014 e dos dois anos perdidos com Dunga, entre agosto de 2014 a junho de 2016.

“Eu não resgatei nada. Eu tenho uma equipe muito legal. Um grupo de atletas que comprou uma ideia. É o futebol que entendo como o futebol do Telê Santana, do Ênio Andrade. É o futebol que entendo de equipe. E fazer parte disso é legal”.

 

Fonte: Carta Capital

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