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Responsável por fiscalizar armas, militar do Exército é preso acusado de desviar armamento

autor Publicado em 25 de Abril de 2019

 

Responsável por fiscalizar armas, militar do Exército é preso acusado de desviar armamento

 

O tenente-coronel Alexandre de Almeida foi preso, na terça-feira (23), acusado de comandar um esquema de desvio de armas do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 1ª Região Militar do Exército para clubes de tiro. O oficial era a principal autoridade do controle de armas que circulam no Rio de Janeiro e Espírito Santo.

O tenente-coronel tinha a atribuição de fiscalizar a importação e o comércio de armas, os clubes de tiro, o comércio de explosivos, a blindagem de veículos, além das atividades de caçadores, atiradores e colecionadores, estes últimos são conhecidos pela sigla CACs.

As investigações do Exército apontam que o desvio de armas contava com a participação do irmão do oficial, Rafael Felipe de Almeida. Ele era o intermediador dos repasses feitos ao Guerreiros Escola de Tiro e Comércio de Armas, na cidade de Serra, no Espírito Santo.

A abertura do inquérito ocorreu depois que uma pistola calibre 9mm, da marca Taurus, entregue por um coronel da reserva ao Serviço de Produtos Controlados, foi parar nas mãos de Rafael de Almeida, que repassou para o clube capixaba.

O dono do local, Marcos Antônio Loureiro de Souza, admitiu que a unidade havia recebido 110 “armas antigas”, que foram recolhidas por ele na própria casa do tenente-coronel. Segundo ele, o oficial do exército cobrou R$ 90 mil pelo armamento e parcelou a quantia em 12 prestações, das quais já havia pago três.

O tenente-coronel teria ainda contado a Marco Antônio que os itens faziam parte de uma coleção e que o dinheiro iria para o filho do falecido dono das armas.

O dono do clube também apresentou ao Exército suas conversas com o tenente-coronel pelo Whatsapp. Em uma delas, o oficial orienta o empresário a dizer para os investigadores que a pistola 9mm, que motivou o início do inquérito policial-militar, “nunca esteve na empresa”.

No clube de tiro capixaba, o Exército apreendeu cinco armas brasonadas (pertencentes ao patrimônio do Exército Brasileiro), três delas atribuídas à Almeida e duas à Rafael. As investigações ainda não concluíram se os equipamentos pertencem aos dois.

 

Fonte: O Globo

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